Gonçalves Dias
São olhos verdes,verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri ;
Que ai de mi !
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi !
Como duas esmeraldas,
iguais na forma e na cor,
Tê luz mais branda e mais forte,
Diz uma-vida,outra-morte;
Uma-loucura,outra-amor.
Mas ai de mi !
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi !
São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Fogo e Luz do coração;
Mas ai de mi !
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
São uns olhos verdes,verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
Mas verdes da cor do mar.
Mas ai de mi !
Nem ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Como s elê num espelho,
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas opstars em calma
Também refletem os céus;
Mas ai de mi !
Nem ja si qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mi,
Que eu vivo só da lembrança,
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mi !
Nem, ja sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!
Dizei-vós: triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu un s olhos verdes,verdes,
Uns olhos da cor do mar:
Eram verdes sem esp'rança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós,meus amigos,
Que ai de mi!
Não pertenço mais a vida
Depois que os vi!
terça-feira, 2 de março de 2010
Poemas e sentimentos
Mário Quintana
Entre o olhar suspeito da tia
E o olhar confiante do cão
O menino fazia poesia
Entre o olhar suspeito da tia
E o olhar confiante do cão
O menino fazia poesia
Assinar:
Comentários (Atom)